sexta-feira, 24 de julho de 2015

Soneto para Assobiar

Ele era menino
e não sabia amar
Ele era meio bobo
também nem sabia voar

Ele gostava de cordas
e até sabia tocar
Ele tinha um medo
até que decidiu amar

Ele tinha um violino e um  violão
tinha a música como paixão
só lia partituras até conhecer um livro bom

Ele então conheceu ela sem saber o que era amar
Ela o ensinava sobre o amor
E ele a ensinava a assobiar

quarta-feira, 1 de julho de 2015

De Repente Julho

É Julho
também inverno
as folhas secam
os dias aquietam
meus sentimentos afloram
inspiração que silencia o poeta mortal
mas fala alto e grita um amor eternal

Meio do Ano
e em todos segundos que completaram essa translação
bateu saudade
e que clichê
eu pensando em você
até sonhei
me censurei
censurei no olhar
mas principalmente nas palavras
o que fala mais do que eu
se falo somente eu?

Não quero resposta
mas me pergunto e me respondo
paro no segundo que te perdeu
e volto nas palavras que respondeu
rasgado, sem fronha ou afago
e novamente me calo
...
...
...
o silencio me faz pensar alto
mas minhas idéias não correspondem aos fatos
e a cada passo de contradição
vai se perdendo um coração
que não sabe as horas e a oração
que possa abreviar essa rotação...
roda o mundo
roda a vida
roda viva para parecer Chico
mas nessa poesia roda mesmo a saudade
que invade
com a invasão do teu sorriso
que em uma imagem
ascendeu a luz que me aqueceu
no inverno sempre escuro de quem te perdeu.

É Julho
frio
poesia vil
de quem te viu
sorriu
e sentiu!