sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Menino na Torre

De um coração apertado em meio tantas flores, os espinhos sufocam causando tantas dores, mas é nesse momento que me lembro que são das rosas feridas os mais perfeitos odores.
De um principio com flores, exalam das palavras a sensibilidade ao escrever de uma maneira delicada tudo aquilo que me vem, como um grande jardim de palavras e sentimentos onde sou o jardineiro, preocupado com a seca quase ao fim de Janeiro; Preocupação e medo que se confundem nas tênues linhas da vida que se perdem no contexto do texto que é a nossa história e se a redundância incomoda, imagine o medo.
O amor é uma flor no topo do castelo, guardado pelo Dragão que chama medo, carinhosamente nos cuidados de uma princesa, que por defeitos na fala me soa "Plincesa", numa torre de escalada perigosa, cercada de espinhos e das mais belas rosas; dentre tantos cavalheiros de pouca sorte, o que vos escreve decidiu ser mais um a enfrentar a morte, não me assusta os espinhos e nem a morte as vezes o Dragão aparece, mas logo me esquece, na escalada do teu coração meu amor, o outro cavalheiro que te escreve me faz menino, e se as palavras são espadas, a minha está pequena e pouco afiada, pois das inspirações que me restam só encontro você.
Preso a torre me pego olhando para o céu e vejo as estrelas, miúdas mas brilhantes, distantes?  Sim, mas não me importo, cada ponto de luz tem uma história, cada pontinho foi cuidadosamente pintado por Deus, no seu mais belo quadro chamado Noite, cercado de vaga-lumes penso em você, e cada bichinho tem um significado no meu coração perdido e no meu olhar apaixonado, deixa eu te contar? que o brilho do teu olhar me ilumina mais nessa noite, do que todas as estrelas e o luar, que existem pelo simples motivo de me lembrar, que tenho um motivo pela qual lutar.
Ao nascer o sol, é sempre uma dor, enquanto acordo o cavalheiro poeta outra vez atacou, as palavras te encantam, os teus olhos brilham, a espada me fere e ao sangrar eu penso cair, sumir... Ah, como eu queria ser grande, mas sou pequeno, como queria ser Quintana e sou Cintra, como eu queria você, mas não sei escrever... De tudo que carrego, da espada fraca, da armadura surrada, de um grande cavalheiro, só me resta o coração, a honra e a emoção... Alimentado por um amor tremendo, um olhar verdadeiro, um sorriso perfeito, meus erros e seus blinquedos, uma princesa e seus medos, um menino por um beijo.
Apareça na janela meu amor, sou cavalheiro brasileiro e estou com saudade daquele samba, daquele nosso jeito festeiro, meio bobo e meio caseiro, caretas para tantos e viajantes para nós, cantamos alto e sua voz não foi contralto, foi meu soprano, foi minha musica, um momento de beleza, sem tristeza, minha Plincesa, e nos vidros fechados que não se abriam e até te incomodavam, não deixamos escapar nada, vivemos tudo e a graça não está no tudo mas sim no vivemos, me sinto vivo por ti!
Agora, que esta aí sozinha nesta torre, esperando quem vai chegar primeiro e bater a janela do seu coração, para cuidar de ti e da flor que é o amor, Toc, Toc, Plincesa estou aqui... Abra a janela por favor, cheguei primeiro, mas em breve o cavalheiro escritor está aí, com sua espada de palavras e ainda que minha armadura de sonhos não resista, ainda que o menino caia, ainda que minha pobre espada nada possa fazer, Abra a janela, e me deixe te amar, pois só os teus olhos me inspiram, e por ti vale lutar, lutar pela flor, que o menino chama de amor.
Sobre a vida um sonho, sobre nós amor!

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