segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Onde os Artistas Morrem

E é assim aqui, que todos os dias
Eles vão para o seu matadouro diário
Como um gado bem domado
Enterrar seus sonhos e passados
Pois bem sabemos que o sonhos só se realizam
Para quem monta em um importado
Antes cavalos e hoje carros
Fato é que meritocracia não é para quem quer
E capitalismo são só as rédeas para não ser o que se quer
Feche os olhos criação
Para o silêncio dos trens
Rumo aos campos de concentração
Antes regada a tristeza da extinção
E hoje aos aparelhos em sua mão
Somente os túneis ainda os fazem olhar para o lado
O sinal caiu
O olhar é frio
Viver no mundo se tornou a última opção
Quando se tem o "Globo" na mão....
É globalização...
Meu sinal volta
Estou de volta
De volta a rede
Mas não de volta ao mundo
Coloco ele no bolso
E Olho ao meu redor
Só eu fiquei ali
Todos voltaram para aquilo que queriam ser
E concluo que é muito difícil viver
Onde todos já escolheram morrer
Me rendo ao cenário
E sigo muito bem treinado
Ao destino traçado
Pois para um artista domado
Só resta o sábado
Sonhos vendidos
Sonhos comprados
É um mar de fracasso
E não vem me dizer
Que o povo não é esforçado
Porque meritocracia para mim...
É papo de abastado!

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