Se vires onde estou, aonde cheguei e me invejar antes de tal sentimento maligno que é a inveja, pergunte-me o quanto sofri para aqui estar. Pronto agora não senti mais inveja, senti pena.
Pego-me pensando pelos cantos dessa casa, pelos cantos do meu quarto se valeu a pena. Penso no tempo que perdi preso dentro de um prédio com uma robustez arquitetônica de quem já viveu muitos anos e que foi apagado pelo cinza da cidade, e agora sofre sozinho em meio ao asfalto. Sem amigos, filho único, necessitaria ao menos umas vinte quadras para achar um da família com características parecidas. Meio aos seus meio irmãos que são mais modernos, ele é incompreendido, e busca em seus visitantes compreensão. Não achou em mim.
Me maravilham os olhos e dá um tom de experiencia dizer quão feliz você foi nos tempos de escola. Penso que a escola pouco importa, o que ti marcou foi os amigos. O que me marcou foram os amigos. Mas seria injusto esquecer do pobre ser que nos acolheu, nos inspirou, nos deu espaço para criarmos, sonharmos, foi palco de muitas vezes o nosso sonho, sonhei e hoje acordei pois o sonho acabou. O palco se enjoou de mim, como toda casa de show, que forma artistas, quando eles estão suficientemente bons, estão velhos. Então a casa grita pelo próximo, sentindo saudades dos que se foram., mas acolhendo os que chegam.
Um ator sem palco é como, é como nada. Um ator sem palco não é nada. Não choro pois para um ator me seria ao menos normal derramar lagrimas. Saberia eu se seriam lagrimas ou atuação? Não choro. Me disseram uma vez, uma garota me disse, linda garota, cabelos pretos, e seu sorriso, ela é linda... mas nesse dia chorava, dizendo me que mais triste que a despedida, era a solidão que se encontraria o palco, pós a partida dos atores. Acho eu, que pode ele já estar acostumado com a solidão, e se ver bem, ele não fica sozinho tem sempre em sua companhia um amigo felino, dizem me que felinos amam o lugar mais que o homem, então foi o casamento perfeito, sem homem, só o lugar.
Que lugar mais poderia me saciar a sede de aventura, do que aquele que me saciou nos últimos três anos? Quantos eles já saciou? Quantos já saciados por ele, não gozam mais da vida? Sentaria sem medo, sem sombra, com confiança de um filho em um de seus corredores, só para ouvir todas as suas histórias, histórias de amor, de comédia, dramas, amores proibidos que ele escondeu em seus cantos, quantas história ele já viu. Mas ele não me ouve mais, não sou mais seu filho, volto de novo ao orfanato, a espera de adoção.
Lembrarei com júbilo do palco das minha maiores emoções, dos meus maiores desafios, daquela que por 3 anos foi minha segunda casa, daquele que proporcionou os melhores encontros da minha vida. E se tiver vida, sonho estar sentado a mesa em uma mera janta familiar, e escutar um novo ator contando para seu pai, as aventuras proporcionadas pelo bom e velho palco.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Rascunhos do Amor
Desde que aqui me dedico a escrever para os que de alma me leem, em nenhuma delas me dediquei a falar do amor. Talvez porque o próprio amor não o tenha permitido, já que o amor não respeita opinião, é simplesmente a vontade dele e pronto!
Talvez o Soneto 11 de Camões o descreva melhor que eu. Com certeza descreve. Basta lhe um minuto de leitura de um simples soneto que se constitui de duas estrofes de quatro versos e duas estrofes de três versos e pronto não me sobra mais nada a falar do amor.
Mas será que Camões dedicava o poema a sua amada? Ou somente poderia Camões descrever o que sentira por alguém? Teria sido correspondido ou teria sido mal tratado? As feridas do amor já mais se curam, a cicatriz estará sempre lá para você lembrar e chorar.
A quem diz que seja uma dádiva chorar de amor, enquanto outros desmaecem sofrendo de sua dor. Poderia alguém nunca ter amado ninguém? Quando o amor nasce ele não para de crescer até te tomar por inteiro, até você ser amor. Amor é simplesmente você esquecer de você, é simplesmente você ficar olhando para alguém durante horas, se perder nos sonhos, viajar nos sonhos, amar é sonhar!
Se entristecemos quando acordamos do sonho, choramos, amamos mais, não aceitamos, amamos mais, ainda mais, e choramos mais, aceitamos, nos frustramos. Que frustração profunda, que nos afunda em amargura e sofrer. O sofrimento cresce, a cicatriz brota e você não ama mais. Promete não amar mais.
Não sei amar. Por isso não amo. Talvez o amor vai além do sofrer, só não descobri ainda. Lhe confesso que me faltam as palavras ao falar do assunto, mas não desisto de escrever, talvez porque eu ame a escrita. Acho que no fundo nunca desistimos de um amor, ou um amor nunca desisti de nós.
O amor nunca desisti de nós, ele está sempre batendo a nossa porta educadamente, diria eu que a porta é o coração. Acho que é exatamente isso, quando olhar para alguém e sentir no seu peito batendo, talvez não seja seu coração, talvez seja o amor. A grande jogada do amor não está no seu coração disparar, mas sim o coração de ambos. Quando você ama você faz a outra pessoa se sentir amada, mas você jamais se senti amada.
Por que escondemos o amor? Será ele tão pequeno assim que seja capaz de ser escondido. O amor não pode ser escondido. Talvez seja tão precioso o amor, que precisamos guarda-lo, pois é triste saber que nosso sofrimento é diversão aos olhos dos infelizes. Como podes me dizer os poetas sobre amor se eles mesmo nunca viveram um, vivem se murmurando entre as palavras por amores que jamais viveram. A experiência do poema em amor, é maior que a do escritor.
Me perdoem as bobagens que aqui escrevo mas não seria tão complicado falar do amor se ao menos já tivesse vivido um. Sonhei com vários. Mas não vivi nenhum. Talvez o amor seja mesmo isso. O amor é combustível da vida. Porque os Beatles escreveram "Tudo que você precisa é Amor". O amor nos alimenta, nos move, nos acorda de uma vida mesquinha que só existe você mesmo. A melhor coisa do mundo é ser acordado pelo amor. É acordar um dia e sua vida não significar nada frente a vida de outra pessoa. Jamais poderei me esquecer do amor. Jamais poderemos nos esquecer do amor. Pois quando faltar o amor é melhor então que acabe tudo.
Não me estenderei em mais um parágrafo pois creio que a leitura já se torna cansativa. Somente peço, imploro, súplico para que de nunca me falte o amor com a vida, o amor com amigos, o amor com família, o amor com Deus, pois o amor não é o simples combustível da vida e agora me corrijo, o amor é a vida. A vida nos dá oportunidades, o amor também, a vida nos da família, o amor também, A vida nos dá amigos, o amor também, A vida nos aproxima de Deus, o amor também. Tudo na vida nos ensina sobre o amor . Mas só amor tem a receita da felicidade, basta simplesmente você deixar ele te ensinar! Um brinde ao amor!
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Não Me Mates Nos Míseros Três Dias
Como podes meu ser viver em tal enfadonho momento, que me deprime tentando me extorquir até o mais escondido momento de felicidade. Talvez escrever seja errado já que as palavras que me vem são simples gestos em vão, frente a minha decepção.
Quanto tempo se passou desde ultimo verão? Oh, Claro estamos no verão. Mas por que está tão frio, não deveria de vir o verão, o meu verão me aquecer, talvez esteja tão preocupado com os meus súbitos devaneios que preferiu se esconder atrás de suas próprias nuvens. Quem me dera ter uma nuvem!
Viver no paraíso do ócio talvez não seja tão paraíso como sonhei, habito aqui a pouco menos de um mês e entre livros, figura, histórias, poucas histórias e um conto. Conto vos que é frio e solitário, e se nem mesmo os amigos puderem me ouvir gritar, será que então morrerei? Talvez a solidão não mate mas enlouqueça. Mas não seria a morte perder a lucidez?
Me apedrejem se quiseres opressores, se eu disser que ainda vivo graças ao calor dos lábios quente de uma menina dos cabelos dourados que em seus olhos trazia toda malicia do mundo, e em seu sorriso todas as primícias de um anjo. Viverei eu carregando sempre seu sorriso angelical? Encontrarei eu neste mundo tal igual? Ou então aqueles olhos queimarão meus pensamentos em prazer? Talvez ela fosse a droga feita sob encomenda para mim. Acho que para qualquer homem. Ela seria capaz de com a voz de menina levar qualquer pouco amado as profundezas do abismo. Lá cheguei!
No profundo abismo aquele calor dos lábios quentes aos poucos vai se esmaecendo e já me deparo tremendo e sangrando, pois os opressores não tiveram misericórdia afinal a menina era muito formosa para que os olhos de um juiz mal formado, enxergasse além da vulgaridade. Reduzida a luz que já está em trevas não consigo ao menos ver um fim, faltam três dias para o fim, mas não o vejo.
Não podia ver a saída, meus olhos não conseguiam ver talvez. Estaria cego? Havia perdido a visão então? As trevas eram infinitas em tamanho. Só restava uma esperança. A ultima. E se não me ouvisse quando clamasse, chorarias a dor do abandono e morreria em escrita faltando os míseros três dias. Mas ela ouviu, ela sempre ouvi, ela nunca para, ela sempre escreve. Ela aparta as trevas e seria pecado dizer que ela é luz ao meus pés? Na escuridão ela é. Porque só ela me tira de lá, me dá a mão, me fala da vida, me ensina a chorar, crescer sem desentender o amargo desprazer de que querer morrer. Com sensatez ela aparta as trevas. Posso ver de novo. Caminho a passos largos agora de volta ao campo da vida, em vez de mim deixo os opressores no abismo chorando por minha volta. Estou onde devia estar, sou quem devo ser, olho no espelho e tenho a face que eu quero ter!
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
A Vida Voltou a Escrever
Não me digas agora horas, que o tempo passou.
Não me digas agora horas, que a vida acabou.
A vida começou.
Não parou.
Nem resistir pode Micenas, pois a vida é plena.
Ousado seria de um miserável, dizer amena.
Ler um poema?
Ninguém condena.
Que pode tais ouvidos escutar?
Se a bela interpretação da vida está no simples pensar.
E se não entender basta um simples olhar.
Não adianta chorar, Basta amar.
Abro os olhos e a vida passou.
De longe a menina acena.
Fazendo eu ver que o tempo passou,
Fazendo eu ver que a vida é plena.
Pronto para fazer tais ouvidos escutar
o menino que não soube amar.
Amar momentos.
tempos.
Tempos que não vivo.
Tempos que não amo.
São tempos que passaram.
E o menino mudaram.
Sonhei ser criança.
Mas em nenhum momento acordei.
Enfim continuei,
e se de lá cresci?
Isso não sei.
Sei que a vida finalmente voltou a escrever.
E é tão bom ler.
Ler de quem me ensina.
Ler da menina.
Que me cativa, me inspira e termina.
A vida.
A vida que finalmente voltou a escrever.
Não me digas agora horas, que a vida acabou.
A vida começou.
Não parou.
Nem resistir pode Micenas, pois a vida é plena.
Ousado seria de um miserável, dizer amena.
Ler um poema?
Ninguém condena.
Que pode tais ouvidos escutar?
Se a bela interpretação da vida está no simples pensar.
E se não entender basta um simples olhar.
Não adianta chorar, Basta amar.
Abro os olhos e a vida passou.
De longe a menina acena.
Fazendo eu ver que o tempo passou,
Fazendo eu ver que a vida é plena.
Pronto para fazer tais ouvidos escutar
o menino que não soube amar.
Amar momentos.
tempos.
Tempos que não vivo.
Tempos que não amo.
São tempos que passaram.
E o menino mudaram.
Sonhei ser criança.
Mas em nenhum momento acordei.
Enfim continuei,
e se de lá cresci?
Isso não sei.
Sei que a vida finalmente voltou a escrever.
E é tão bom ler.
Ler de quem me ensina.
Ler da menina.
Que me cativa, me inspira e termina.
A vida.
A vida que finalmente voltou a escrever.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Daqui o principio...
Começo aqui o que não tem começo, as palavra que me passam aqui às digito, aqui às entrego... Peço desculpas aos leitores pois para um artista, me interessa a álgebra, logo peço que sejam poupados os deslizes lingüísticos...
Escrever sobre o começo seria cansativo, até mesmo desgastante, e não teria os detalhes necessários para uma descrição fiel do momento que se passa, portanto digitarei o que observo, pois é o mais justo considerando que a todo momento somos observados, julgados e avaliados pelas pessoas que como eu e como você são seres humanos, a qual foi dado o poder de julgamento que na maioria das vezes foge ao nosso controle e nos transformam em juízes compulsivos, sem perceber saímos distribuindo sentenças que caem sobre as pessoas atingindo as de dentro para fora, sentenças que fazem as pessoas cumprirem penas severas, que as destroem sem que nós percebamos o mal que foi feito!
Quando acordo me inspiro para mais um dia, mas quando eu durmo eu rasgo o poema, pois sei que no outro dia eu tenho que fazer melhor, eu tenho que ser melhor, não pensando em mostrar qualidade, mas oferecer qualidade, dar felicidade aos que estão ao me redor... escrevo um poema feliz a cada dia, mas rasgo-o para que eu não escreva só um dia, mas sim todos dias, até o ultimo poema, o poema perfeito!
Não lerão livros por aqui, já que autor não leria nem metade do que aqui foi escrito, como disse os números mais me atraem do que as palavras!
Sou eu que escrevo, seja você o leitor!
Seja O Solista da sua vida, toque a partitura que a vida lhe oferece e seja feliz!
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